Segundo Freud, a cultura vem produzindo sofrimento aos seres humanos, pois a civilização “castra” as pulsões do homem para que ele atenda apenas as necessidades da sociedade em que está inserido, tornando-o mais passivo e produtivo.
O homem, por sua vez, vive tão somente em busca da felicidade plena, utópica, que nos é oferecida através dos mais diversificados comercias que vemos todos os dias na televisão, por exemplo – felicidade como satisfação (princípio do prazer). Deste modo a felicidade torna-se inalcançável, pois é praticamente impossível obter a satisfação plena em todos os campos da nossa vida. Mesmo que alcancemos algo que desejamos e que supostamente nos proporcionaria a felicidade, logo surgirá algum outro desejo superior ao anterior, e assim sucessivamente numa busca infindável.
Esta busca pela felicidade acaba sendo frustrante, e o homem se sente inseguro diante da vida, diante a uma promessa de felicidade vã, já que a própria sociedade é uma grande produtora de infelicidade e mal-estar. Não seria então, mais razoável que aprendamos a lidar melhor com a infelicidade e a frustração? Na minha opinião sim, pois basta estarmos vivos para uma hora ou outra nos depararmos com elas. A felicidade é uma questão de escolha individual: ou nos deixamos abater pelas frustrações cotidianas, ou aprendemos a viver com elas.
Teorias e Sistemas Psicológicos IV - PSN 51
Nenhum comentário:
Postar um comentário